Ao que parece, todos os partidos com assento parlamentar pretendem que as próximas eleições autárquicas e legislativas se realizem em datas diferentes, mas com uma excepção: o PSD. Facilmente se chega à conclusão de que o PSD é o único partido que acha que uma elevada participação do eleitorado lhe é vantajoso. Convém lembrar que, quantos mais cidadãos votarem, mais representativa é a Assembleia da República e maior é a legitimidade dos deputados para falarem em nome dos cidadãos que os elegeram.
A maioria dos políticos dizem que os Portugueses não conseguem distinguir as duas eleições, acabando por votar no mesmo partido nas duas eleições inconscientemente. Para mim, é uma forma de nos chamar burros, pois em 1987, houve sobreposição de actos eleitorais (legislativas e europeias) e os resultados não coincidiram.
A conclusão que se pode tirar é que todos os partidos, sem excepção, estão mais preocupados com os resultados que vão ter do que com a saúde da democracia, e diga-se, das finanças. Sim, porque realizar duas eleições em datas diferentes tem custos. A aglutinação num só escrutínio permitiria uma poupança na ordem dos milhões de euros. Ora, em tempos de crise, parece-me um parâmetro importantíssimo.
O Presidente da República, figura a quem cabe o veredicto final sobre este assunto, diz ter conhecimento de sondagens que mostram que os Portugueses preferem a realização simultânea das duas eleições, embora reconheça que a opinião dos partidos também é importante.
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